Povos de Belregard: Belghos

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Bradando  serem  os  escolhidos  do  Criador,  os belghos  tomaram  para  si  o  dever  de  unir  a  humanidade sob  punho  firme.  Para  alguns,  comportam-se  como  verdadeiros ditadores, senhores do destino dos homens, para outros são como irmãos mais velhos, apenas preocupados com o direcionamento dos mais jovens. Uma coisa é fato: os belghos encarnam tudo aquilo que o ser humano pode ser, seja para o bem ou para o mal. Seu ímpeto e sua sede por  conquista  já  fizeram  o  mundo  tremer  mais  de  uma vez.  O  último  grande  feito  destes  senhores  dos  homens foi a construção do Império de Virka que, tragicamente, ruiu há algumas décadas.

Belghos, uma das etnias que compõem os povos de Belregard.

Físico e Vigor: Os belghos apresentam uma grande variação de traços físicos e podem ser distinguidos em três grupos diferentes: Os belghos do oeste são altos, indo de 1,70m até 1,80m  para  os  homens  e  1,60m  a  1,70m  para  as  mulheres; a pele varia do moreno claro ao branco dos vihs, com cabelos seguindo a mesma lógica na medida em que o sangue se misturou com o dos antigos bárbaros.  Na área central do território, onde ficava Virka, os belghos apresentam estatura um pouco mais baixa, peitos largos e traços um pouco mais rústicos com tons de pele variando para o escuro, além dos cabelos encaracolados. No leste, especialmente em Belghor, o tom de pele mais comum é o negro, com variações levemente mais claras. 

Idioma e Dialetos: O belgho original, falado em Belghor, sofreu inúmeras alterações e hoje se assemelha muito pouco ao seu representante mais velho. Hoje carrega basicamente duas versões. A versão simples, vulgar, é comumente falada pela população mais pobre que concentra-se em Virka e em Birman. Sempre à sombra dos castelos e catedrais, acabaram por acostumarem-se a uma forma simplificada da língua falada por reis e sacerdotes. Sua forma culta e rebuscada é reservada aos líderes, e não só os de Birman e Virka, o Alto Belgho é falado em todas as cortes, de Rastov a Braden. Assemelha-se muito ao parlo, mas é visivelmente mais complexo, mesmo em sua versão simplificada. O belgho original, antigo, existe apenas em alguns nomes de cidades e pessoas de Belghor. Existe ainda a Fala Negra de Belghor, que é utilizada para fins profanos, acredita-se que tenha sido a língua original deixada pelo Criador para unir os homens sob uma só fala, mas foi corrompida e, por possuir palavras de poder, é utilizada por cultistas, feticeiros e heregres.

Etnias Descendentes:  Não é exagero dizer que todas as etnias de Belregard tem um pouco Untitled 1do sangue belgho correndo em suas veias. Existe um debate de que os belghos que permaceram em Belghor sejam mais puros que os que partiram para conquistar o mundo e não se trata apenas de uma pureza de ideias, mas também no sangue, desse modo podemos considerar que os Belghos Puros de Belghor estão um pouco mais apegados a ideias tradicionais enquanto que os demais se deixaram influenciar da mesma forma que influenciaram.

Nomes Típicos: Belgho Atual: Argus, Dagom, Macedon, Sandoval , Ulysses, Abella, Fabrice, Lelita, Trista e Valarie. Belgho Antigo: Aharon, Doran, Efrat, Haskel, Joshua, Adela, Deanna, Feigel, Hadassah e Samara.

Observação sobre os Costumes

  • Belghos são muito competitivos, um traço que se reflete em todas as instâncias de suas vidas: da retórica ao combate.
  • Devido à forte religiosidade, gostam de decorar passagens da vulgata assim como feitos de Santos da Igreja.
  • Belghos, por sua rotina belicosa no passado, consideram cabelos longos e barba por fazer um desleixo. Quando muito, usam cavanhaques curtos, sem bigode.
  • Apesar da ligação com a fé, evitam pinturas, ídolos e demais representações de Deus. Igrejas interioranas de povoados belghos são simples e discretas. No entanto, os mais gananciosos não deixam de lucrar com o mercado sacro.
  • Sua história é cheia de profetas, homens que falavam, mesmo que erroneamente, como se fossem porta vozes do Único. Eles foram os primeiros juízes conhecidos ao longo da Era das Revelações, cujos atos são relembrados de forma heróica pelos Belghos.
  • Dizem que se o Único voltar, retornará como um Belgho.
  • Dão muito importância ao casamento.
  • Possuem muito respeito ao sacrificar animais como oferendas, uma prática antiga e só realizada em áreas interioranas.
  • Uma tradição antiga diz que todo adulto é responsavel por toda criança, isso criou forte união no passado, um senso de comunidade.
  • Festividades religiosas são celebradas com fervor.
  • Quando combatentes, gostam da espada curta – o gládio belgho – e o punhal, carregando ambos no cinto. O punhal é dado aos sete anos e a espada aos treze, cada arma agregada a um ritual de passagem. O pomo da espada indica seu nivel social. Além disso, geralmente portam um escudo grande ou broquel e, como vestimenta de combate, a cota de malha, uma vez que valorizam a mobilidade. Afinal, quem protege o homem é o Único e não a armadura que veste.
  • Normalmente, visitam sacerdotes e buscam seu aconselhamento. Também utilizam de ritos de dor e privação quando precisam de uma resposta espiritual. Toda essa necessidade de ser assertivo deve-se ao seu fardo auto-imposto de ser irrepreensível.
  • Na adoração, são funebres e zelam um eterno luto pela partida do Único com cultos austeros e pesarosos. Guardam o dia do deicídio com pesar e tristeza. Sentem-se culpados por sentir felicidade perante o sacrifício de Deus.C7

O Futuro Incerto: A Face do Imperador

Quando Vlakin III conquistou Belghor, surgiu diante de seus seguidores vestindo uma imponente máscara de ferro. Este aparato, que inspirava até mesmo o terror, passou a ser conhecido como a Coroa de Virka e foi então usada por todos os imperadores. Nos momentos em que o poder passava às mãos de um novo regente, o povo de Virka tinha apenas um dia para contemplar a face do Imperador já que, depois daquele momento, ele só surgiria vestindo a dantesca armadura. Este comportamento gerou inúmeros boatos e o mais tenebroso de todos alegava que Vlakin III havia tornado-se imortal, depois de compactuar com a Sombra em Belghor, e que matava seus filhos e netos sempre que estes fossem assumir o trono de Virka, garantindo assim o seu controle do império. Verdade ou não, o fato é que desde que Virka caiu, a coroa desapareceu. Muitos atribuem poderes sobrenaturais ao objeto e mais de um grupo já partiu para as velhas ruínas em busca do artefato. É certo que, em Vlakir, onde pretende-se retomar o império, a recuperação do objeto seria de extrema importância para que o simbolismo em torno da união dos povos seja mais uma vez restaurada.

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2 comentários sobre “Povos de Belregard: Belghos

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