Arquétipos: Trovador(a) Dalano(a)

Trovador DalanoEtnia: Dalano

Castelania: Qualquer uma

Posição Social: Artista (Reputação1); Vassalo (Reputação 2)

Ocupação: Bardo

O trovador dalano é um símbolo do povo de Dalanor. Ele não precisa ter nascido na terra de seus antepassados para herdar o legado do mesmo. Todo dalano diz que a música, a arte, a paixão corre em suas veias e que, eventualmente, você será chamado por ela em algum momento da vida. A ligação dos dalanos com a música vem de suas antigas histórias, onde uma corte de músicos e cantores, poetas e artistas tentou entreter o último grande rei, Dálan, enquanto este sucumbia de tristeza, sendo consumido pela loucura causada por Renart, o Raposo. Tangrare, rica cidade dalana da corte do Corvo, possui sua Orquestra Sinfônica e Bravas Escolas Musicais, onde são formados os maiores músicos de Belregard.

O amor cortês, a síntese da sonhada relação entre vassalo e suserano, tem sua maior representação entre os dalanos, que possuem uma infinidade de trovas sobre a relação entre cavaleiros humildes e damas da corte, ou entre serviçais simplórias e o jovem lorde inalcançável. O amor cortês vai contra os acordos de casamento e raramente se torna real, mas habita o imaginário dos povos de Belregard. Seja ele formado nas Bravas Escolas Musicais ou um autodidata que clamou pelo que há no sangue para dedilhar o violão, os trovadores dalanos são bem recebidos, seja para cantar sobre o amor, sobre a amizade ou para humilhar o regente bem diante de sua corte, sem que o mesmo sequer perceba.

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Arquétipos: Hussardos

HussardosEtnias: Qualquer uma

Castelania: Principados de Rastov

Posição Social: Vassalo (Reputação 2); Guerreiro (Reputação 2).

Ocupações: Assassino, Caçador, Campeão, Cavaleiro, Ferreiro, Ladrão, Ranger e Soldado.

Os Hussardos são os cavaleiros mercantes de Rastov . A situação da castelania é completamente particular e seus cavaleiros sentem esse reflexo. Rastov experimenta uma liberdade que não é caótica. Os lordes, os príncipes de Rastov, votam-se ao seu povo apenas em momentos de crise, deixando-os seguirem suas vidas como bem entendem em boa parte do tempo. O comércio com metais preciosos em Rastov é praticamente inexistente e muitos  nunca viram moedas, que não são cunhadas em cidade alguma. Isso forma um grupo de pessoas que não sabe lidar com o comércio, que não seja na base da troca ou da força. Quando estes grupos são formados, geralmente por vassalos pouco treinados, e mandados para o sul em busca de alguma mercadoria em particular, o resultado pode ser desastroso. Sem saber lidar com as nuances comerciais, os Hussardos acabam vestindo o capuz de saqueadores e por muitas vezes as castelanias de Viha e Dalanor já sofreram nas mãos destes homens e mulheres.

Aos Hussardos são dadas missões simples, eles devem obter algo e nem sempre estes mandantes enviam outros produtos para serem trocados. Costumam ser despreparados, mas para eles é uma missão sagrada, assim sendo ela será realizada, custe o que custar, leve o tempo que levar.

Arquétipos: Cães de Belghor

Cão de BelghorEtnia: Belghos

Castelania: Belghor

Posição Social: Vassalo (Reputação 2); Mercador (Reputação 2); Guerreiro (Reputação 2).

Ocupação: Aprendiz, Caçador, Cavaleiro, Comerciante e Soldado.

Pode-se dizer que os Cães de Belghor representam uma faceta do grupo dos Cavaleiros Mercantes, mas como as casas mercantes de Belghor não tem a mesma autonomia vista em outras partes de Belregard, como Varning, estes soldados ainda possuem um apoio oficial da nobreza, não dependendo apenas de ricos comerciantes. Internamente, por ser bem conectada, Belghor não faz uso dos cavaleiros, mas os Cães de Belghor atuam especialmente em Orlit, a cidade mais ao norte do território.

O duque Miron, que governa a região, é extremamente apegado aos costumes antigos e religiosos, além de ser reconhecidamente um governante cruel e de pulso firme. Acreditando que o mundo ao seu redor é corrupto e que apenas Belghor possui ainda uma pureza, deixou ao encargo da família Macer escolher os homens e mulheres que preenchem as filas dos Cães. A bem da verdade, trata-se de um grupo pequeno, existimo num máximo de cinco células ao mesmo tempo, cada uma com três a cinco membros. Estes são treinados e podem ser considerados cavaleiros santos e humildes. Os Cães passam os esteniantes rituais de purificação quando saem e retornam de Belghor, geralmente protegendo caravanas até Braden, Birman, Vlakir e mesmo Parlouma.

O nome da ordem deriva-se da ideia antiga de que um cão guiou Morovan para fora de Belghor, mostrando para ele o mundo corrupto que o Criador desejava que os homens limpassem. Com essa ideia em mente, é muito fácil entender que os Cães são extremamente orgulhosos de sua posição e que as hostilidades entre eles e outros grupos das castelanias próximas sejam mais comuns do que seria aconselhável.

Arquétipos: Cavaleiro(a) Mercante de Varning

Cavaleiro Mercante de VarningEtnias: Qualquer uma.

Castelania: Varning

Posição Social: Vassalo (Reputação 2)

Ocupação: Cavaleiro Mercante

Os cavaleiros mercantes possuem a sua representatividade máxima em Varning, terra onde acredita-se ter nascido o homem que viria a se tornar São Genaro, o patrono destes intrépidos exploradores. Devido ao espírito ainda vivo do comércio na castelania é muito natural que lá seja o berço desta ordem de homens e mulheres que prestam seus serviços a uma casa mercante, geralmente ligada a famílias poderosas, para fazer valer contratos em locais, agora, com suas estradas abandonadas e perigosas. O cavaleiro mercante pode vir de qualquer estrato da sociedade, mas é muito comum que sejam pessoas humildes, sem grandes posses que vendem sua servidão nas cidades para senhores que podem lhes dar pouco (quando muito uma mula e uma arma singela). No entanto, já existiram filhos da nobreza que estavam longe da linha de sucessão e acabaram servindo como cavaleiros para casas poderosas, tendo seus equipamentos financiados de forma mais satisfatória, fato é que a partir deste momento, tornam-se vassalos da casa. Pode parecer um exagero, um filho da nobreza abdicar de seu título, mas um certo glamour acompanha os cavaleiros mercantes, especialmente quando alcançam comunidades isoladas, sendo, por muitas vezes, o único contato que tais povoados tem com o mundo exterior.

Algumas casas mercantes famosas da região de Varning incluem:

Casa Graziano – Comércio de pedras preciosas e matéria prima para a metalurgia, liderada por Ítalo Graziano, um homem de pulso firme, mas justo. Domina boa parte da cidade de Rivienza.

Casa Genaro – Alega que seus líderes descendem do santo original que inspirou os cavaleiros, focados num comércio de pescado e utensílios variados para a atividade. Forte presença em Tiepole.

Casa Gecco – Por estar centrada em Tragliamento, não se foca na produção de algo em específico, mas sim no transporte das mercadorias que escoam de outros cantos da castelania. Normalmente envolvidos em atritos severos com a Camorra de Parloula, tão próxima em Aquirrare.

Arquétipos de Personagem: Por que e pra quê?

medieval-clothes-5Saudações, cães!

Por mais de uma vez ouvimos, de pessoas que testaram o Belregard com seus grupos, que o jogo pode ser um pouco difícil de ser apresentado por conta de suas possibilidades muitas. Compreendemos o valor dessa crítica e dizemos que, com um pouquinho de calma, você consegue aparar tudo que pode (parecer) estar sobrando. O mais lógico e óbvio passo para que você, narrador, consiga limar um pouco estas arestas é perceber que nosso sistema, o Crônicas, só tem a te ajudar com isso! No Crônicas é aconselhado que o narrador crie a Ficha da Crônica antes do jogo, onde, em linhas gerais, ele vai prever quantas sessões em média seu jogo vai ter, qual o tema central e, especialmente, que tipos de personagens os jogadores poderão construir, para entrarem de cabeça nessa experiência sem grande dificuldade. É claro que um narrador pode fazer o caminho inverso a isso, criando personagens primeiro e então bolando a ficha da crônica quase que em conjunto, muita gente faz assim.

Se você conhece ainda muito pouco do Crônicas e acha confusa essa coisa das fichas, da uma ouvida nos podcasts do pessoal do Perdidos no Play. Eles fizeram programas especiais dedicados ao Crônicas para facilitar o entendimento:

PnP 34: Conhecendo o Crônicas RPG

PnP 38: Crônicas RPG – A Ficha de Crônica

Com esse cuidado básico, o narrador já consegue se concentrar no que importa. Um exemplo forte disso são os nossos cenários utilizados em medieval-clothes-3encontros (que logo terão versões atualizadas em PDF, aguardem!). Desde o primeiro, o Evangelho do Cão, os jogos foram direcionados (com personagens que trabalhavam para a igreja no caso supracitado). É importante o narrador saber que tipo de história ele vai contar, que tipo de contexto ele vai abordar. Belregard lhe dá inúmeras oportunidades diferentes para explorar elementos clássicos da fantasia medieval até questões mais melancólicas, como a luta perdida dos Arautos.

Uma das coisas mais fantásticas do sistema Crônicas é a criação livre de personagens. Você pode escolher uma ocupação, mas ela serve apenas como GUIA, como um direcionamento, uma sugestão de como encaixar seu personagens no mundo e isso é ótimo, facilita o trabalho do narrador, que pode escolher que ocupações, níveis de status e mesmo riqueza, se encaixam em sua narrativa. Cientes disso, decidimos criar alguns arquétipos de personagens para Belregard.

Estes arquétipos irão funcionar como uma mistura de etnias+ocupações+localidade (não necessariamente nessa ordem), ajudando a pincelar com cores o mundo cinzento de Belregard. Fique de olho que logo começaremos a liberar os arquétipos, que serão todos linkados abaixo neste post. Para ilustrar os arquétipos, utilizaremos as artes vitrais do Crônicas, feitas pelas artistas Camilla Guedes e Kimie Noda.

Cavaleiro(a) Mercante

Cães de Belghor

Hussardos

Legislador(a)

Trovador(a) Dalano(a)