Parlos

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Criança parla sorrindo. Arte de Berto Souza, para Belregard.

Quando saíram de Belghor, o primeiro contato que os belghos tiveram com outro grupo humano fora com os parlos. Estes antigos senhores das planícies do sul dominavam sua terra sob os cascos de seus poderosos cavalos. Sendo os primeiros a domesticarem o animal, os parlos tinham uma antiga tradição guerreira e poderosa, marcada por rituais tribais e vínculos sanguíneos entre cavaleiros e suas montarias. Sabiamente, os belghos trataram de convertê-los e boa parte deste ímpeto e orgulho selvagem se perdeu nas areias do tempo. Hoje, estes nem
mesmo se lembram desta antiga herança.

Os parlos constituem um povo baixo, para o padrão belgho, de ombros largos e membros fortes. Costumam ter a pele bronzeada, podendo variar de um castanho claro à oliva e seus cabelos seguem os mesmos padrões, com um ou outro risco rubro, castanho claro, em algumas mechas. Estes riscos, as ‘Fagulhas’, são apontadas como sinal de boa ventura. No passado, quando a vida de um parlo estava relacionada intimamente com o trato de seus cavalos, era comum encontrar homens com a coloração do cabelo semelhante à de garanhões avermelhados e hoje este sinal é sempre associado à boa sorte, saúde e sucesso para o rebento que o porta. Independente destas marcas rubras, os parlos mantêm os cabelos curtos, para os homens, e também apreciam bigodes longos e tratados, muitas vezes ornamentados com pequenos anéis.