Sombra e Ímpios

A Sombra
“Só há um Inimigo”
– Capitulo 1, Verso 1, O Livro do Fim, Litania do Único, tradução de Lazlo de 982 DA

Quando o único veio a terra, seu esplendor de poder gerou uma sombra, um reflexo sombrio de sua magnificência que ganhou vida. Seu poder, equivalente ao d’O Único, era destorcido e esquálido, gerando assim uma vida quase que divina. Durante as andanças do Criador, a Sombra o acompanhou e impregnou no homem sua semente, assim, criando a sede e tendência do homem ao erro. Somente o Único, em sua escala de compreensão divina, foi capaz de perceber que aquilo que salvaria a humanidade, também seria o motivo do fim, e que somente partir não daria um fim ao que havia criado. Nesse momento, para frustrar os planos da Sombra, ele se fez humano e morreu na esperança de estilhaçar o poder do seu rival. E assim se deu. A Sombra fora enviada para a Alcova Profana e seu poder fora extinto da terra, entretanto, sua centelha já havia sido plantada no coração humano, assim, seu objetivo havia sido cumprido.

Para cumprir sua tarefa a Sombra possui seus servos, seus escravos incansáveis, os Ímpios, entidades criadas a partir do pensamento e desejo coletivo. Eles representam as provações. Sendo elas:

Luxúria – A entidade relacionada à Provação da Luxúria atende pelo nome de Arshma, segundo o que foi escrito por Lazarus, este ser a serviço da Sombra é assim chamado pelos Homens de Coração Negro, habitantes da corrompida Belghor.

Inveja – Como a visão distorcida é comum àqueles que se deixam levar pelas provações, o invejoso que chega ao limite de destruir o foco de sua inveja pode ver-se, na verdade, como um justiceiro e é exatamente esta a ideia de Invídia, a personificação do pecado.

Gula – A gula é suja e atraí as moscas, por esta relação aos insetos que a figura relacionada à gula atende pelo nome de Zaalzehub.

Avareza – O desejo pelas coisas pode estar relacionado à inveja, a gula, a ira e à luxúria. Por isso a Avareza é apontada como a raiz de todo o mal.